PONTE DO GUAIBA UM PROBLEMÃO
Desde que ocorreu uma avaria no vão móvel da ponte sobre o Rio Guaíba, em Porto Alegre, pelo choque de uma embarcação em 2008, de lá para cá, praticamente nada foi feito para a solução dos problemas ligados aquela travessia. Muito menos, foram aplicadas sanções a empresa concessionária responsável pela ponte, que volta e meia interrompe por várias horas a ligação com a metade sul do Estado.
Não faz muito, a despeito de um içamento do vão móvel para passagem de uma embarcação, a parte levantada da ponte não retornava a seu lugar ocasionando uma enorme fila de veículos dos dois lados da travessia. Foi usado até um helicóptero para o transporte de uma mulher que estava sendo levada para o hospital já em trabalho de parto.
Diante do que se considera uma grave desatenção dos órgãos públicos para com o problema que já vem de longe (2008), o Ministério Público Federal resolveu convocar uma audiência pública na tentativa de saber o porquê das frequentes atrapalhações com o vão da ponte.
O ex-ministro Cloraldino Severo, consultor de Transportes do SETCERGS – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul – durante os debates, salientou que o Ministério dos Transportes não tem se ocupado da coordenação e da solução dos problemas ligados à travessia do Guaíba, cujos estudos não se esgotam na construção de uma nova ponte. Segundo ele, o problema tem múltiplas dimensões envolvendo órgãos de diferentes ministérios, esferas administrativas e usuários rodoviários, operadores de embarcações, indústrias como a Petrobras e Braskem, além de comunidades. Enfim, cabe ao Ministério dos Transportes assegurar a operação ininterrupta e confiável da travessia, ponderou.
Por sua vez o Procurador Alexandre Amaral Gavronski, que convocou a audiência pública em parceria com sua colega Dra. Simone Mocellin, avisou que a construção de uma nova ponte, cujo projeto já estaria em estudos, não elimina o problema e muito menos dispensa a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres – de fiscalizar a empresa concessionária. Ou por outra, "precisamos saber o que a concessionária está fazendo para melhorar as condições da ponte. Não podemos ficar de duas a quatro horas de braços cruzados", para que se tomem providências destacou. Somente neste ano foram três os bloqueios por causa do vão móvel da ponte.
E o trouxa do contribuinte paga imposto e paga pedágio.

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