O CASO GABRIEL
Fiquei chocado, como devem também ter sido atingidos pelo mesmo sentimentos de solidariedade milhares de telespectadores ao assistirem pela televisão o caso do garoto Gabriel, de Viamão, com cerca de seis anos e que está passando por sérios problemas de saúde. Gabriel necessita de cirurgia de urgência para estirpar as amígdalas e adenóide que não estão permitindo que se alimente e respire convenientemente.
Face a gravidade de seu estado de saúde o médico que diagnosticou o problema atestou a necessidade de urgente cirurgia. Ele não consegue, inclusive dormir, já emagreceu 10 quilos, e dia-a-dia seu quadro se agrava.
Sua mãe, consegue sobreviver com uma renda mensal de R$ 200, fruto de seu trabalho avulso de faxineira e ainda mora de favor em um cômodo cedido.
Ao recorrer a Secretaria da Saúde, pois o atendimento do menino pela sua complexidade, segundo o noticiário da TV, extrapola a obrigação do município viabilizar o atendimento cirúrgico, a mãe do Gabriel recebeu a informação (pasmem os leitores), de que o mesmo terá que entrar em uma fila de espera que demorará quatro anos, é isto mesmo, quatro anos. E tem mais, o laudo que pede a cirurgia de urgência terá que passar pelo crivo de uma Comissão que tem 40 dias para dar o seu parecer.
Este o rápido histórico do problema vivido por uma família, que por ser pobre paga um preço tão alto para salvar a vida de um de seus membros.
Mas, onde anda a sensibilidade das nossas autoridades? Do governo federal, que canta loas a todo momento e garganteia pelos quatro cantos da Pátria, que o Brasil e os brasileiros estão bem. Que falta de humanismo! De outra parte, será que não surge nenhum médico humanitário que possa fazer algo pelo Gabriel, nem que seja em troca de faxina de seu consultório pela mãe do garoto que é faxineira?
Este o rápido histórico do problema vivido por uma família, que por ser pobre paga um preço tão alto para salvar a vida de um de seus membros.
Mas, onde anda a sensibilidade das nossas autoridades? Do governo federal, que canta loas a todo momento e garganteia pelos quatro cantos da Pátria, que o Brasil e os brasileiros estão bem. Que falta de humanismo! De outra parte, será que não surge nenhum médico humanitário que possa fazer algo pelo Gabriel, nem que seja em troca de faxina de seu consultório pela mãe do garoto que é faxineira?
Pelo amor de Deus, não é possível que não exista um coração bondoso para praticar um ato de caridade como este.
Eu sei que minha coluna é muito pequena e humilde, mas apelo para quem lê-la na presidência da República, especialmente a assessoria da ilustríssima Senhora Dilma Rousseff que substituirá o presidente Lula, e que na campanha denominou-se defensora das crianças, jovens e velhos, que mande, determine ao SUS a imediata cirurgia do Gabriel.
O governo não pode ficar omisso neste caso. É uma criança que está morrendo asfixiada e de fome por causa da maldita burocracia brasileira.

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